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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Demónios...

Há anos que fujo dos meus demónios... Não os conheço e sei-os de cor...

Fugas repentinas, quase sempre "profissionais"... Planos elaborados de fuga do meu mundo... de auto-flagelo e de punição... Quase sempre correm mal...

A minha "primeira fuga", há quase oito anos, falhou por ter cedido ao lado humano do conforto... Com isso, caí num segundo abismo... Levantei-me... Ergui-me... Lutei... Estabilizei... Fugi de novo... Há coisa de um ano planeei tudo do novo...

Desta vez, consegui a fuga... Sinto a punição e cada segmento do meu auto-flagelo... Sempre que chego a casa, ao quarto... Sinto a dor que, conscientemente, construí... e que agora rejeito... e, por a rejeitar, mais dor causa... e mais forte é o auto-flagelo... Uma bola de neve... Quanto maior a dor, maior o desejo de não a sentir... maior a dor que sinto...

Não sinto onde estou... este "não-lugar"... Este espaço físico que sabe a um momento de dormência... de não-existência... de não-real...

Mantenho-me longe... dos demónios... de mim...

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Amar...

Quantas e quantas teses escritas sobre este tema... cada qual com a sua interpretação...

Hoje percebi... (ainda) amo... bem após a fase da paixão... aquilo que fica... o metal que derrete e que se funde...

Esta estranha obsessão pelo pormenor das palavras e, assim que uma frase foi escrita de forma diferente, o inconsciente a expressar-se... será? talvez! serei eu a ler o que quero? terá sido um "deslize" involuntário numa escolha tua de palavras? mas a escrita é gráfica... e pode apagar-se quando não é o que queremos verdadeiramente dizer... ser estruturada vezes sem fim antes do premir da tecla... ao invés da palavra sonora, que quando mal proferida ou sem intenção já ficou retida no tempo... Sou eu que leio o que quero... só pode... Sabes mais do que isso... nunca usarias aquele plural com a intenção e interpretação que lhe dei... Sabes como (modo) leio... mas não sabes como (estado) estou a ler... com o coração a beber as tuas palavras... Ai, distância nefasta!... ou, talvez, a distância que separa da dor... A incógnita... Irá haver algo mais? Ou apenas esta dúvida que arrastarei comigo ad aeternum? Dava-te o mundo se o quisesses receber de mim...

O que eu gostava de te poder dizer, sem medo, tudo o que permanece há anos em mim... o quanto vejo em nós a perfeição... a cumplicidade... o entender... o falar sem proferir uma palavra sequer... Sei ler-te... e tu a mim... Como ninguém...

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Sonhos...

Hoje sonhei contigo, D.... e o estranho é que só devemos ter falado umas poucas vezes na Escola...

Interrogo-me... o que significa este sonho? Como pôde o meu subconsciente ir buscar-te, no meio de tanta gente?

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Sonhar contigo...

Esta noite sonhei contigo... não te vejo há anos... nem sei como estás...

Conversámos... disse-te não perceber muita coisa... Disseste que tinha de ser assim...

Combinámos coisas... Fiquei de passar em tua casa...

Acordei... tive alguma pena de não ter, efectivamente, falado contigo...

Saudades das nossas conversas...

quarta-feira, 26 de março de 2014

26MAR

Há dias assim... e, ultimamente, têm sido todos... de um sentimento estranho de saudades de alguém que fui no passado... de um passado... olho para os meus passados e quero um bocadinho de cada... e o peito aperta... o coração sufoca... viajo anos no tempo... e há passados mais fortes... e a música todos os dias na cabeça quando acordo... podia ser "the movie on my mind"... silêncio que não percebo... anjo és? Folhas que caíram e apodreceram no chão... depois da chuva... sinto cheiros... e eu que não gosto de mentol... irei ter sempre comigo o cheiro do livro... Não te sinto... não és real... quem és tu, soma de passados que o tempo deixou... o presente que mistura passado com outros mundos e que inverte o tempo... e vive-se o que não é real... faz-se um futuro do passado... o passado que nunca será futuro mas que está algures no presente... mas, assim, também é futuro... o futuro é um nano-segundo... E quer-se o mundo... e vive-se devagar... e tem-se o mundo... e se os sonhos são realidade, como se vive sem sonhos? Luta-se por quê? Por um quem? Um quem de que cronologia? Da que construímos ou da que nos construiu?
E depois o outro perguntou: quem sou eu?

segunda-feira, 5 de março de 2012

Missing...

... there's something missing...

domingo, 4 de março de 2012

Identificado o problema...

... aceitação...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Há dias assim…

Todos temos os nossos dias… Dias bons, dias menos bons, dias maus e dias a que nem se deve atribuir esse nome…

Nestes últimos dias, sinto-me invadida por uma estranha nostalgia melancólica… Tenho visto e revisto fotografias com 5, 6 anos… algumas com mais tempo até… Revejo quem era com 20 anos e fico feliz por ter mantido os valores e integridade que tanto valorizo… (Os valores de cada um são sempre os mais correctos para essa pessoa, eu sei…)

Penso em tudo o que tive à minha frente e recusei… Empregos, contratos, editoras, pessoas… Penso nas escolhas que fiz que me trouxeram até ao hoje, ao aqui e ao agora… Que uma escolha diferente faria com que este momento não existisse… Este hoje não existiria…

Há uma frase que me acompanha há alguns anos “O futuro não se prevê, mas constrói-se.” Fui eu que construí o meu hoje, o meu presente… Mas olho para o passado e gostava de voltar a sentir muito do que senti… Não se trata de reviver as coisas, mas sim o que se sentia ao vivê-las…

Vejo uma foto de Abril de 2003… Parece que tem dois anos… Fisicamente estou igual… Mas, emocionalmente, sinto que me falta a paz de espírito que tinha… “Tudo é divino e santo visto assim...”, já dizia a poetisa… Deixei de ver o divino e o santo… Sou uma pessoa mais carregada e pesada do que quem fui… Os cabelos grisalhos anunciam a chegada da adultez que recuso aceitar… Não a quero…

Quero antes olhar para fotos antigas e, em olhares e em sorrisos, captar a liberdade, a paz e a inocência que me inundavam e esperar que transbordem um bocadinho para o presente…

sábado, 30 de abril de 2011

Silêncio... (O Perfume)...

... ausência de som... de palavras...

Sinto um estranho silêncio dentro de mim... Regressei às lides musicais e ao pegar num instrumento, não consigo compor... Não sai nada... Nada me inspira... e sinto que tudo já foi feito... Afinal a história das musas é real... Falta-me algo que me inspire...

Apercebi-me disso agora no caminho para casa... Senti um cheiro... uma fragrância... Ultimamente ando a alucinar odores... Levei a mão à cara enquanto conduzia e senti um perfume misturado com tabaco... Era um cheiro familiar... Quase capaz de me fazer criar, por fazer a minha mente viajar por entre cheiros, pessoas, momentos... Mas sem sentir não consigo criar...

No outro dia, sempre que entrava na sala enviava uma mensagem "como cheira a minha sala a ti se nem sabes onde moro e a minha roupa está para lavar?"... confirmei que não havia nada que pudesse transmitir esse cheiro... E nesses momentos a mente, novamente, viaja... Mas, apesar de haver um grafismo imediato, não transmite nada a partir do qual consiga criar...

Já nem este blog é preenchido ao ritmo de outrora... A criação morreu... Nada me inspira... Talvez, se me esforçar, consiga projectar a musa em alguém... Como há quase 4 anos quando criei uma personagem fictícia para quem escrevia... Mas como consigo eu, neste momento, criar uma personagem fictícia se me questiono a cada dia... se dou por mim a gostar de coisas que vão contra as minhas "linhas directoras"... se idealizo uma coisa e a seguir me contradigo (contra-actuo? contra-ajo?)... se digo que não mas faço como sim... se digo que quero agir de uma forma e dou por mim a fazer o oposto... Assim não consigo fazer uma projecção de uma musa...

(Disse-me há pouco uma pessoa que não bato bem... que me contradigo... portanto, se já se nota assim tanto, é mesmo grave...)

Nem um texto tão simples como este sai bem... As palavras não aparecem... não fluem...

Sinto-me num silêncio... numa pausa... Falta-me algo que me ajude a criar... Algo para além de alucinações de cheiros...

Simplesmente já não me identifico com nada... Saudades dos tempos em que as músicas saiam a um ritmo doido... Em que os trocadilhos musicais, gramaticais e linguísticos fluíam sem esforço...

Ultimamente, só tenho um momento criativo e é a dormir... chama-se sonhar...



(Fiz uma leitura diagonal e estive para apagar... nada do que escrevi parece fazer sentido e há muitas ideias ambíguas e frases que podem suscitar interpretações erradas... mas não apetece alterar, adicionar, explicar, dissecar... e fica porque estive quase uma hora para escrever isto tudo...)

terça-feira, 8 de março de 2011

quinta-feira, 3 de março de 2011

Carnaval...

Lembro-me de ter uns 5, 6 anos... até mesmo mais... e de esperar pelo Carnaval para ver os cabeçudos e a banda da janela da sala... vista privilegiada sobre toda a avenida...

Acho que esperava mesmo por esse momento...

Hoje em dia, Carnaval é sinónimo de tudo o que não é nosso (Samba, mulheres sem roupa a dançar, desfiles carnavalescos nada portugueses)... salvo raras excepções onde ainda há o "nosso" Carnaval...

Não é só o Carnaval... Em vez de no dia 1 de Novembro haver o "Pão por Deus" ("Bolinhos, bolinhos, à porta dos santinhos"), já temos o Halloween/Noite das Bruxas)...

É este o espelho do nosso "nacionalismo"... É assim que defendemos o que é nosso... e depois queremos ter uma economia estável... Será que ainda ninguém reparou que está tudo interligado? Que se não começarmos a valorizar o que é nosso, para além de perdermos a nossa identidade, a nossa economia afunda de vez?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

M.V....

A ti e à menina que quis sair no dia 30 de Dezembro, os meus maiores parabéns...

É um misto de sentimentos e de sensações e emoções que são demasiado estranhas até para uma pessoa complicada como eu...

Não estive presente estes anos... e passaste por muita coisa... e não estive lá...

Soube bem estar contigo no Sábado... e ver que mesmo com a distância, há coisas que se mantém igual...

Espero não te voltar a falhar... porque é o que sinto que aconteceu...


Parabéns...

domingo, 30 de agosto de 2009

Frase do dia...

"The only real voyage of discovery consists not in seeking new landscapes, but in having new eyes."

Marcel Proust

domingo, 16 de agosto de 2009

Dúvida…

Até que ponto devemos controlar os nossos impulsos?

Onde está a linha que define o que devemos e o que não devemos controlar?

O que nos retrai de dizer o que queremos dizer na realidade e nos faz guardar tudo para nós?

Quando e como saber quando e como é apropriado, quando “já” se pode dizer e fazer o que está mesmo dentro de nós?

Mas acima de tudo? Porque o fazemos?

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Pandora...

Abriste a caixa à minha frente... vi o interior e gostei... fechaste a caixa e guardaste-a bem pertinho de mim...

"- Se tocares na caixa, ela desaparece; Se ignorares a caixa, ela deixa de estar lá."

"- Como acedo à caixa, meu anjo?"

"- Não desejes a sua abertura."

"- Então?"

"- Contempla a caixa de longe e conhece-a para que se volte a abrir... mas pode demorar... não queres outra caixa?"

"- Não... é este o conteúdo..."

"- Viste bem?"

"- Sim, vi bem."

"- Então lembra-te do seu conteúdo. E vai adicionando tudo o que vais percepcionando... Talvez a caixa volte a abrir um dia..."