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sábado, 10 de outubro de 2015

Feel Fear...

O silêncio incomoda-me... o não falar, o não dizer...
As questões que o silêncio levanta inquietam-me... perdi por não falar? não perdi por calar?


A carta que não deixei

Escrevi-te uma carta... Ainda a tenho...
Se na carta falo na ausência de coragem para, eventualmente, falar contigo, o facto de ainda a ter revela que me assusta o possível contacto... mesmo que unidireccional...

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Idealização da loucura...

... é saber que o que desejo é apenas o que o que idealizo... e que, no desconhecido, toda a ilusão é possível...

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Des+espero...

Deixo de esperar...
Anulo a espera...
Desfaço o tempo que passou...

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Amar...

Quantas e quantas teses escritas sobre este tema... cada qual com a sua interpretação...

Hoje percebi... (ainda) amo... bem após a fase da paixão... aquilo que fica... o metal que derrete e que se funde...

Esta estranha obsessão pelo pormenor das palavras e, assim que uma frase foi escrita de forma diferente, o inconsciente a expressar-se... será? talvez! serei eu a ler o que quero? terá sido um "deslize" involuntário numa escolha tua de palavras? mas a escrita é gráfica... e pode apagar-se quando não é o que queremos verdadeiramente dizer... ser estruturada vezes sem fim antes do premir da tecla... ao invés da palavra sonora, que quando mal proferida ou sem intenção já ficou retida no tempo... Sou eu que leio o que quero... só pode... Sabes mais do que isso... nunca usarias aquele plural com a intenção e interpretação que lhe dei... Sabes como (modo) leio... mas não sabes como (estado) estou a ler... com o coração a beber as tuas palavras... Ai, distância nefasta!... ou, talvez, a distância que separa da dor... A incógnita... Irá haver algo mais? Ou apenas esta dúvida que arrastarei comigo ad aeternum? Dava-te o mundo se o quisesses receber de mim...

O que eu gostava de te poder dizer, sem medo, tudo o que permanece há anos em mim... o quanto vejo em nós a perfeição... a cumplicidade... o entender... o falar sem proferir uma palavra sequer... Sei ler-te... e tu a mim... Como ninguém...

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

09/09/2003

She called me into her room... Although she couldn’t play, she sat by the grand piano. The room was dark but some bursts of light pierced through the blinds.

The chaos of the random notes and her bare skin made me shiver.

"Come play" - she said.

I approached her... I leaned towards the piano.

She ran away from it. She laid on her bed and covered herself with the blue satin sheets.

I sat on the stool and got ready to play.

As I sat I could feel exactly where she had been sitting... the warmth of ther thighs and her wetness were still present.

I started playing.

"No" - she said - "Don't play the piano."

- "Uh?

"Play me instead"

She threw the sheets aside.

Her body beautiful as always.

The rain outside grew stronger but the only times her voice and her sounds came weaker was when the thunders were stronger.

Her voice and her sounds blended with the rain and the thunders made me stronger...

That loving chaos of love drove me out of myself.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Pensamento...

Penso muitas vezes em ti... Não te vejo há tantos anos...

É frequente sentir o teu cheiro... pelo menos, o cheiro que ficou na minha memória... Consigo senti-lo inopinadamente... de repente... inunda-me... Sem algo sequer transportar esse aroma...

Aquele CD continua a levar-me a sítios onde estivemos... a momentos tão nossos...

Penso em ti muitas vezes... Quanto tempo já passou...

Terás cabelos brancos? Rugas? Ainda usas o mesmo perfume? As tuas mãos envelheceram?

Quem és?

quarta-feira, 26 de março de 2014

26MAR

Há dias assim... e, ultimamente, têm sido todos... de um sentimento estranho de saudades de alguém que fui no passado... de um passado... olho para os meus passados e quero um bocadinho de cada... e o peito aperta... o coração sufoca... viajo anos no tempo... e há passados mais fortes... e a música todos os dias na cabeça quando acordo... podia ser "the movie on my mind"... silêncio que não percebo... anjo és? Folhas que caíram e apodreceram no chão... depois da chuva... sinto cheiros... e eu que não gosto de mentol... irei ter sempre comigo o cheiro do livro... Não te sinto... não és real... quem és tu, soma de passados que o tempo deixou... o presente que mistura passado com outros mundos e que inverte o tempo... e vive-se o que não é real... faz-se um futuro do passado... o passado que nunca será futuro mas que está algures no presente... mas, assim, também é futuro... o futuro é um nano-segundo... E quer-se o mundo... e vive-se devagar... e tem-se o mundo... e se os sonhos são realidade, como se vive sem sonhos? Luta-se por quê? Por um quem? Um quem de que cronologia? Da que construímos ou da que nos construiu?
E depois o outro perguntou: quem sou eu?

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Sebastião...

Sebastião era um velhote já com alguma idade... A esposa que já falecera há alguns anos tinha-lhe deixado dois filhos... Um seguiu os estudos e com a vida. Raramente visitava o pai e poucas vezes falava com o irmão, uma vez que este tinha ficado em casa por não ser auto-suficiente... precisava de acompanhamento...

Sebastião não era supersticioso... nem os seus filhos alguma vez o foram... No entanto, Sebastião andava sempre com uma pedra no bolso... Uma pedra comum, uma simples pedra... sem metal algum que lhe desse valor e sem mineral precioso que lhe desse brilho... Literalmente, um calhau... Esse calhau acompanhava sempre Sebastião... E Sebastião sentia-se bem... Às vezes tirava a pedra do bolso e olhava para ela, como se a pedra lhe falasse e lhe desse respostas...

Um dia, o tal filho foi a casa... uma data qualquer daquelas a que "tinha" de ir a casa ver o pai velhote e o irmão que mal conseguia construir uma frase lógica...

"Ainda andas com o calhau no bolso? Nunca percebi a lógica disso." - Disse à mesa ao almoço.

O irmão olhou para ele e os olhos brilharam com a formação de lágrimas.

Nesse dia, antes de sair de casa, fez questão de roubar a pedra ao pai. Enquanto este dormia a sesta, suavemente tirou-lha do bolso e fugiu.

No dia seguinte, já no trabalho a que se dedicava de corpo e alma, recebe um telefonema. O pai tinha morrido.

Levou a mão ao bolso e pegou ele próprio na pedra que ainda trazia consigo.

Ainda hoje a traz...

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Tudo...

E, de repente, tudo muda... uma predisposição diferente... um novo ar para a vida...

Sinto que muito já passou... Sinto que os passos que dou são mais seguros... por opção... tenho consciência deles... não são eles que são mais seguros... sou eu que assim os quero...

As oscilações já não são tão frequentes... apesar de fazerem falta... de haver momentos em que se precisa do nada... do "void"...

Preciso de voltar a ser quem era há 6 anos atrás... nada em concreto... mas, simplesmente, ser...

Sinto falta de me perder... sabe tão bem quando nos encontramos...

Talvez me tenha encontrado ao identificar o que quero de mim...

É tão diferente quando transpomos a muralha entre o que queremos ser e a realidade do que somos... É nesse momento que crescemos... Que ganhamos objectivos...

O pior erro que cometemos é acreditar que somos aquilo que queremos ser... sem olhar para dentro... ou sem nos alienarmos de nós própri@s e ganharmos noção da nossa real forma de ser...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

F.S. …

“O amor mais bonito é o de duas pessoas que com o tempo se apaixonam uma pela outra e no mesmo momento o partilham entre si…”

 

“O hoje é consequência de milhares de milhões de ontens…”

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Insónia...

Hoje decidi ler-me...

Fui à génese deste blog... Li o ano de 2007, mais concretamente o mês de Julho...

Sinto que deixei de ter aquela vontade de escrever... que as palavras são grafismos sem sentimento... caracteres vazios...

Gostei do que li... Gostei dos meus auto-diálogos... de ler texto que sei que na altura fluía e que hoje custa a sair...

Preciso de me reencontrar... mas hoje em dia, qualquer palavra a mais que se escreva é sempre tomada com segundas ou terceiras intenções...

Poderia escrever auto-diálogos, textos fictícios, palavras que poderia dizer... Mas ultimamente é o silêncio que me ocupa...

Posso ter a cabeça a mil... mas as palavras custam a sair...

Acho que é altura para parar na minha vida... decidir se faço um reset igual ao que decidi fazer em Maio de 2007...

Deixei de me identificar com tudo o que me rodeia... Sinto-me cada vez melhor em Lisboa... Saí de casa na Segunda-Feira completamente sem destino... Fiz talvez 1000km... Dei por mim a fazer uma viagem para Lisboa, na Quarta-Feira, como não fazia há quase 4 anos... Com direito a paragens (como gosto) e (agora deixei-me rir) até comi no McDonalds... sim, eu fui ao Mac... e comi...

Senti uma liberdade que quase me fez sentir voltar atrás no tempo (aquele que não volta atrás)... Foi uma mistura do novo com memórias... Bem! Que coincidência... Há 4, 5 anos, o meu passageiro era R.F.... esta semana, a minha passageira foi R.F.... Há coisas mesmo estranhas... (do que me fui lembrar)...

Podia começar a falar de coincidências e de paralelismos... Da conversa que tive com a S. há menos de 2 meses sobre o meu futuro... e como tudo isto me remete para 2007... Como volto a ser "Driver" (nick que usava no Blog em 2006) e tenho pensamentos misturados enquanto passava por Monte Abraão e me lembrava daquela estação de comboios... E concluir que há demasiadas coincidências na vida... E que deixei a minha "passageira" no topo da rua onde há coisa de um ano jantei (em dia de jogo do Glorioso, também!)... (Como não reparei eu na rua, na primeira vez que te deixei lá? Eram 5h30 da manhã, muito vinho e muita amêndoa... bem visto...)

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Há uns meses atrás pediram-me a listagem das minhas moradas dos últimos 10 anos... Estudante que se preza, muda de casa quase semestralmente... Felizmente, enquanto estudante, mudei de casa 3 vezes apenas... Em 2006 mudei de casa em Agosto mas terminei o curso em Setembro... (não vou contar essa)... Mas a partir desse Verão, mudei de casa mais de 5 vezes... Cheguei até a estar meses sem morada...
Esta semana saí do sítio onde mais tempo estive nestes dez anos... Ter um quarto no local de trabalho é algo muito bom... Abandonar o quarto foi... um sentimento de derrota igual ou maior que o sentimento que acompanhou cada uma das últimas mudanças de casa...

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Agora lembrei-me do "Vida ao Quilómetro"... Quase tive vontade de fazer aqui o relato da viagem de Quarta-Feira... Indicar hora e local de saída... Percurso... Paragens... Desvios...

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Esta mesma Quarta-Feira "conheci" alguém que já conheço há 19 anos... e gostei... muito... Um dos muitos motivos para ir mais assiduamente a Lisboa nos próximos tempos... Também aproveitei para estar com o D., com quem mantenho a maior ligação possível... Somos praticamente uma pessoa apenas quando estamos juntos...

5h38... sono... vou dormir...

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Nota: a próxima vez que meter roupa na mochila à toa, levar casaco... e não levar só camisas de verão sem mangas e calções... pode estar frio e a chover (foi o caso)...

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Os teus Pastéis de Belém ficaram no meu carro... Se tos entregar na Quarta-Feira (se conseguir estar contigo) já não vão estar bons, por isso vou comê-los...

Comprei uma camisola porque estava frio... como o Colombo tem "aquecimento", não a cheguei a vestir sequer...

Lembrete: fazer cópia da chave de casa para "a visita prolongada"


Agora lembrei-me de um filme com o Keanu Reeves que ele é o November... bom filme... já velhinho, mas porreiro... Filme de Domingo à tarde...

Já só digo m***a... vou dormir... que isto de dormir 3 a 4 horas por noite/dia é muito cansativo...


A poncha era boa... mas a carne estava divinal...

5h50

domingo, 30 de janeiro de 2011

Eu vi a luz...

E atravessei-a...

Quantos de vocês já levaram com um relâmpago no carro?????

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sleepless in Seatle...

Às 05h36 da manhã... e este filme é tão lindo...

Ando lamechas... mesmo assim, preciso de voltar à lamechice de antigamente... é aí que tenho de estar... ainda falta...


(e a Meg Ryan estava muito melhor antes da plástica aos lábios...)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

P. S. (1)…

Susan Boyle

Pyralvex

Panda

“Chikéne”

Franz Ferdinand

Tamara

Prémio

Arraial

Wall

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Conixila

Crepúsculo

Fazer a cama

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Simon is now Online

Escudo

Caixa de sapatos

Revolta

Cancro

Cobertor

Brinquedo

Repelente

24601

Ghetsemane

BD

90km

Post-it

Don’t you forget about me

KISS – Keep It Short and Simple

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