sábado, 12 de outubro de 2019

Passado...

Ela dançou... A música também era... Da sala fui até às noites... Senti os excessos... O jogo... Dois segundos depois regressei ao sofá... A sensação de falta de um vício... O querer... Blue Angel? Why not?

domingo, 29 de janeiro de 2017

M.S.

Tenho saudades tuas... Fazes falta na minha vida... Havia conversas que apenas tinha contigo... nunca mais as tive com outra pessoa... Já lá vão quantos anos?

Tenho andado a ouvir musicais novamente... Se fechar os olhos, estamos a uma mesa, a beber amêndoas, talvez, e a cantar os temas e a debater a forma como foram compostos, os arranjos, quem é a melhor voz feminina ou masculina alguma vez escolhida de entre todos os casts que já foram feitos...

Guardo-te com tanto carinho em mim...

Falei contigo o dia antes de te ires embora...

Tenho saudades tuas, minha Cosette...

Marius

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Edgar...

Já aqui não vinha há algum tempo... Novamente, foi uma memória...
Emprestaste-me um livro de contos por duas vezes... também tinha poesia... escura... pesada...
Hoje vi o livro à venda... Senti o teu cheiro... Senti o passar do tempo... Senti-me sorrir... Espero-te bem...

Curioso como o que de bom aconteceu envolveu livros... Só tenho a agradecer...

"Take this kiss upon the brow!
And, in parting from you now,
Thus much let me avow --
You are not wrong, who deem
That my days have been a dream;"
E.A.P.

sábado, 10 de outubro de 2015

Feel Fear...

O silêncio incomoda-me... o não falar, o não dizer...
As questões que o silêncio levanta inquietam-me... perdi por não falar? não perdi por calar?


A carta que não deixei

Escrevi-te uma carta... Ainda a tenho...
Se na carta falo na ausência de coragem para, eventualmente, falar contigo, o facto de ainda a ter revela que me assusta o possível contacto... mesmo que unidireccional...

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Demasiadas coisas na cabeça...

... que não me deixam dormir...

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Porque tudo o que vier será second best...

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Idealização da loucura...

... é saber que o que desejo é apenas o que o que idealizo... e que, no desconhecido, toda a ilusão é possível...

sexta-feira, 29 de maio de 2015

F...

Sonhei contigo há duas noites... Teriam ficado coisas por resolver e decidimos tomar café... Trouxeste companhia mas, mesmo assim, picávamo-nos, trocávamos carícias, beijos...
Acordei com vontade de ouvir a pen de músicas que me fizeste... Há bandas ali que detesto... Mas, contigo, tentava e conseguia ouvir...
De ti, ficou a música... Nada mais... Ficaram os Linda Martini e os Trentemoller, especialmente...
Deste-me coisas... Fiz a minha triagem e adicionei o que achava que devia à minha bagagem...
Não sei se voltaremos, alguma vez, a cruzar caminhos... E aqui tão perto estás...
A compatibilidade tem destas coisas... Às vezes não existe...

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Des+espero...

Deixo de esperar...
Anulo a espera...
Desfaço o tempo que passou...

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Demónios...

Há anos que fujo dos meus demónios... Não os conheço e sei-os de cor...

Fugas repentinas, quase sempre "profissionais"... Planos elaborados de fuga do meu mundo... de auto-flagelo e de punição... Quase sempre correm mal...

A minha "primeira fuga", há quase oito anos, falhou por ter cedido ao lado humano do conforto... Com isso, caí num segundo abismo... Levantei-me... Ergui-me... Lutei... Estabilizei... Fugi de novo... Há coisa de um ano planeei tudo do novo...

Desta vez, consegui a fuga... Sinto a punição e cada segmento do meu auto-flagelo... Sempre que chego a casa, ao quarto... Sinto a dor que, conscientemente, construí... e que agora rejeito... e, por a rejeitar, mais dor causa... e mais forte é o auto-flagelo... Uma bola de neve... Quanto maior a dor, maior o desejo de não a sentir... maior a dor que sinto...

Não sinto onde estou... este "não-lugar"... Este espaço físico que sabe a um momento de dormência... de não-existência... de não-real...

Mantenho-me longe... dos demónios... de mim...

quinta-feira, 19 de março de 2015

Tu nos meus sonhos...

Hoje voltei a sonhar contigo...
Sabe bem matar saudades dos teus risos... Das tuas gargalhadas...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Pessoas...

Caras... Manhã... Acabar do dia... Chegar a casa a uma cama sem cheiro... Tirar as meias e dormir...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Aventura...

Apetece-me... Chegar... Ir ter contigo... Descobrir-te... Aprender-te... Conhecer-te... Viver-te...

Só não sei ainda quem és...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Pré munição...

Estivemos a ver televisão como de costume... A posição, a mesma de sempre... Braços, ombros, cabeça e encosto fundidos...

Já tarde, fomos para a cama, como sempre fizemos... Com os compassos a que nos acostumámos... O revezar já há muito definido... entre pijamas e casa-de-banho...

Deitámo-nos... A posição de ontem... A mesma da noite que antecedeu ontem e a noite antes dessa noite...

O beijo de "boa noite" é, talvez, já o único do dia...

Na noite que o beijo não sair, ir-se-á perceber que já nada é real...


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Passagem de Ano...

Gosto da Passagem de Ano enquanto momento que se está com os amigos... é feriado no dia a seguir e a malta pode esticar-se no álcool... Não gosto da Passagem de Ano enquanto "momento de mudança"... Isso é uma hipocrisia pegada e uma palhaçada...

As pessoas desejam coisas para si... que lhes aconteçam coisas boas... bafejadas pela sorte que não procuram...
Continuam a viver indiferentes às situações menos boas dos outros e pedem que o futuro lhes sorria...

Poucas pessoas se apercebem da sorte que temos... Acesso a informação, comunicações, saúde, cuidados médicos, ensino.... Quantos milhares e milhares de pessoas ainda têm de ir buscar água, diariamente, a não-sei-quantos Km de distância... e por aqui, a malta queixa-se de problemas de primeiro mundo, como capas dos telemóveis e programas de televisão...

Enquanto esta falta de percepção existir, pode-se desejar tudo e mais alguma coisa que apenas o que nós procurarmos iremos ter...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

R....

Ultimamente, temos falado muito... partilhado muito... (hoje, 52 páginas de texto, sem espaçamento entre linhas e sem formatação... tamanho 11)

Curioso ler alguém que se sente no mundo da mesma forma que eu... Tão semelhantes e tão díspares ao mesmo tempo... as bases por baixo de tudo são as mesmas, muda apenas a forma e a capacidade de enfrentar o mundo diariamente...

Curioso como percebes a minha solidão... Como percebes frases como "ser triste ao lado de alguém"...
"Gostava de não me sentir só... e sei que consigo "ser triste ao lado de alguém"... mas não custa sonhar...
- Ser triste ao lado de alguém. É isso e apenas isso que procuro."

Quando estas conversas fazem sentido... há um misto de "bliss" e de maior solidão... Porque é tão difícil encontrar alguém que perceba as palavras... que não veja egoísmo ou arrogância e que perceba "não há tom"... 

Poder debater sobre a racionalidade irracional da partilha equilibrada... aquela que alguém decidiu que deveria ser, universalmente, 50% para cada lado... Que coisa mais sem sentido... Não se pode exigir nas mesmas quantidades aquilo que não se produz de igual modo... 

Quando a percepção é diferente, toda a realidade é diferente... toda a vivência e a absorção dos sinais e dos impulsos é diferente... 

E as conversas fogem entre linhas e entradas... deslizando como se sobre um lago de gelo... ganham velocidade e fazem curvas... cruzam-se e seguem caminho para mais à frente se voltarem a cruzar... De repente, passaram-se horas sobre o gelo...

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Neo-punk-emos.....

3 horas ao espelho a produzirem-se para parecerem "desleixados"... 30 piercings e uma carrada de tatuagens...

A sério.... não tenho pachorra....

Muita tinta e pouco livro....

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Do pai e da mãe...

Hoje, no trabalho, encontrei "uma padre"... acompanhada do marido...

Não me chocou, de forma alguma, ser padre e/ou ser casada... Senhora já nos seus sessentas...

Fiquei a pensar no quão a "Igreja" limitou a terminologia, obviamente um misto de deliberadamente e de inocentemente... Sabiam lá os senhores da altura que, dois milénios depois, haveria "mulheres-padre"...

Em inglês, há father e priest. Neste caso, o termo correcto será priest.

Por questões militares, sei que o termo "priest", deriva de provost (latim comum), que, por sua vez, deu origem à palavra portuguesa "preboste" (que inúmeras vezes usei - e uso).

Pensei então na realidade portuguesa... as mulheres são freiras, classe inferior quando comparadas aos padres. Hierarquicamente, poderão chegar a madres. Entramos, novamente, no latim: padre e madre - pai e mãe... (Até quando falamos, o pai vem sempre primeiro...)

As mulheres, sendo "padres", estão a ser pais?

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Amar...

Quantas e quantas teses escritas sobre este tema... cada qual com a sua interpretação...

Hoje percebi... (ainda) amo... bem após a fase da paixão... aquilo que fica... o metal que derrete e que se funde...

Esta estranha obsessão pelo pormenor das palavras e, assim que uma frase foi escrita de forma diferente, o inconsciente a expressar-se... será? talvez! serei eu a ler o que quero? terá sido um "deslize" involuntário numa escolha tua de palavras? mas a escrita é gráfica... e pode apagar-se quando não é o que queremos verdadeiramente dizer... ser estruturada vezes sem fim antes do premir da tecla... ao invés da palavra sonora, que quando mal proferida ou sem intenção já ficou retida no tempo... Sou eu que leio o que quero... só pode... Sabes mais do que isso... nunca usarias aquele plural com a intenção e interpretação que lhe dei... Sabes como (modo) leio... mas não sabes como (estado) estou a ler... com o coração a beber as tuas palavras... Ai, distância nefasta!... ou, talvez, a distância que separa da dor... A incógnita... Irá haver algo mais? Ou apenas esta dúvida que arrastarei comigo ad aeternum? Dava-te o mundo se o quisesses receber de mim...

O que eu gostava de te poder dizer, sem medo, tudo o que permanece há anos em mim... o quanto vejo em nós a perfeição... a cumplicidade... o entender... o falar sem proferir uma palavra sequer... Sei ler-te... e tu a mim... Como ninguém...