quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Passagem de Ano...
As pessoas desejam coisas para si... que lhes aconteçam coisas boas... bafejadas pela sorte que não procuram...
Continuam a viver indiferentes às situações menos boas dos outros e pedem que o futuro lhes sorria...
Poucas pessoas se apercebem da sorte que temos... Acesso a informação, comunicações, saúde, cuidados médicos, ensino.... Quantos milhares e milhares de pessoas ainda têm de ir buscar água, diariamente, a não-sei-quantos Km de distância... e por aqui, a malta queixa-se de problemas de primeiro mundo, como capas dos telemóveis e programas de televisão...
Enquanto esta falta de percepção existir, pode-se desejar tudo e mais alguma coisa que apenas o que nós procurarmos iremos ter...
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
R....
Curioso ler alguém que se sente no mundo da mesma forma que eu... Tão semelhantes e tão díspares ao mesmo tempo... as bases por baixo de tudo são as mesmas, muda apenas a forma e a capacidade de enfrentar o mundo diariamente...
Curioso como percebes a minha solidão... Como percebes frases como "ser triste ao lado de alguém"...
"Gostava de não me sentir só... e sei que consigo "ser triste ao lado de alguém"... mas não custa sonhar...
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Neo-punk-emos.....
A sério.... não tenho pachorra....
Muita tinta e pouco livro....
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Do pai e da mãe...
Não me chocou, de forma alguma, ser padre e/ou ser casada... Senhora já nos seus sessentas...
Fiquei a pensar no quão a "Igreja" limitou a terminologia, obviamente um misto de deliberadamente e de inocentemente... Sabiam lá os senhores da altura que, dois milénios depois, haveria "mulheres-padre"...
Em inglês, há father e priest. Neste caso, o termo correcto será priest.
Por questões militares, sei que o termo "priest", deriva de provost (latim comum), que, por sua vez, deu origem à palavra portuguesa "preboste" (que inúmeras vezes usei - e uso).
Pensei então na realidade portuguesa... as mulheres são freiras, classe inferior quando comparadas aos padres. Hierarquicamente, poderão chegar a madres. Entramos, novamente, no latim: padre e madre - pai e mãe... (Até quando falamos, o pai vem sempre primeiro...)
As mulheres, sendo "padres", estão a ser pais?
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Amar...
Hoje percebi... (ainda) amo... bem após a fase da paixão... aquilo que fica... o metal que derrete e que se funde...
Esta estranha obsessão pelo pormenor das palavras e, assim que uma frase foi escrita de forma diferente, o inconsciente a expressar-se... será? talvez! serei eu a ler o que quero? terá sido um "deslize" involuntário numa escolha tua de palavras? mas a escrita é gráfica... e pode apagar-se quando não é o que queremos verdadeiramente dizer... ser estruturada vezes sem fim antes do premir da tecla... ao invés da palavra sonora, que quando mal proferida ou sem intenção já ficou retida no tempo... Sou eu que leio o que quero... só pode... Sabes mais do que isso... nunca usarias aquele plural com a intenção e interpretação que lhe dei... Sabes como (modo) leio... mas não sabes como (estado) estou a ler... com o coração a beber as tuas palavras... Ai, distância nefasta!... ou, talvez, a distância que separa da dor... A incógnita... Irá haver algo mais? Ou apenas esta dúvida que arrastarei comigo ad aeternum? Dava-te o mundo se o quisesses receber de mim...
O que eu gostava de te poder dizer, sem medo, tudo o que permanece há anos em mim... o quanto vejo em nós a perfeição... a cumplicidade... o entender... o falar sem proferir uma palavra sequer... Sei ler-te... e tu a mim... Como ninguém...
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
09/09/2003
The chaos of the random notes and her bare skin made me shiver.
"Come play" - she said.
I approached her... I leaned towards the piano.
She ran away from it. She laid on her bed and covered herself with the blue satin sheets.
I sat on the stool and got ready to play.
As I sat I could feel exactly where she had been sitting... the warmth of ther thighs and her wetness were still present.
I started playing.
"No" - she said - "Don't play the piano."
- "Uh?
"Play me instead"
She threw the sheets aside.
Her body beautiful as always.
The rain outside grew stronger but the only times her voice and her sounds came weaker was when the thunders were stronger.
Her voice and her sounds blended with the rain and the thunders made me stronger...
That loving chaos of love drove me out of myself.
Sonhos...
Interrogo-me... o que significa este sonho? Como pôde o meu subconsciente ir buscar-te, no meio de tanta gente?
sábado, 23 de agosto de 2014
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Sonhar contigo...
Conversámos... disse-te não perceber muita coisa... Disseste que tinha de ser assim...
Combinámos coisas... Fiquei de passar em tua casa...
Acordei... tive alguma pena de não ter, efectivamente, falado contigo...
Saudades das nossas conversas...
Desilusão...
Há coisas que dói saber... Podemos concluir que há pessoas que, se calhar, não seriam como se pintavam... mas o saber que há mentira baixa... é desprezível... Há gente que não merece a mão que se lhes deu...
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Pensamento...
É frequente sentir o teu cheiro... pelo menos, o cheiro que ficou na minha memória... Consigo senti-lo inopinadamente... de repente... inunda-me... Sem algo sequer transportar esse aroma...
Aquele CD continua a levar-me a sítios onde estivemos... a momentos tão nossos...
Penso em ti muitas vezes... Quanto tempo já passou...
Terás cabelos brancos? Rugas? Ainda usas o mesmo perfume? As tuas mãos envelheceram?
Quem és?
sábado, 17 de maio de 2014
O teu cheiro...
Vieram memórias de noites proibidas... de quando o teu cheiro ficava em mim...
Noites nossas... noites clandestinas...
Noites que não se irão repetir... apenas memórias na minha mente, que vivo quando alguém com o teu cheiro passa junto a mim...
quarta-feira, 26 de março de 2014
26MAR
E depois o outro perguntou: quem sou eu?
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Hoje, não…
Tenho sono e não apetece dormir…
Sinto uma espécie de apatia…
Tenho preguiça de dormir…
Vou dormir… a preguiça de estar é maior…
Hoje, não estou…
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Flutuo…
Gostava de poder sair do trabalho e ir para um sítio desprovido de “coisas”… flutuar como se no espaço… um pouco como o clip dos Radiohead mas no espaço mesmo… Passar perto dos planetas e ver as estrelas com outro brilho… Talvez uma música suave de fundo ou até mesmo apenas o silêncio… E “vaguear” assim durante uma horita e pouco… Que talvez fosse mesmo uma horita ou, quem sabe, que nessa horita se passasse quase meio dia… E voltar “renascida” desse flutuar… Todos os dias… depois das 17h…
quarta-feira, 27 de junho de 2012
EARTHQUAKE!!!!
E, de repente, alguém que faz tudo tremer… Voltei a sentir algo que pensei ser apenas uma ilusão… Uma memória criada na minha mente… Simplesmente, senti tudo tremer…
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Estas músicas…
Curioso como sempre que oiço “estas músicas”, penso em ti…
Qualquer música desta banda transporta-me para tua casa… Consigo sentir o cheiro… Quase que oiço o riso…
Já passaram tantos anos…
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Sebastião...
Sebastião não era supersticioso... nem os seus filhos alguma vez o foram... No entanto, Sebastião andava sempre com uma pedra no bolso... Uma pedra comum, uma simples pedra... sem metal algum que lhe desse valor e sem mineral precioso que lhe desse brilho... Literalmente, um calhau... Esse calhau acompanhava sempre Sebastião... E Sebastião sentia-se bem... Às vezes tirava a pedra do bolso e olhava para ela, como se a pedra lhe falasse e lhe desse respostas...
Um dia, o tal filho foi a casa... uma data qualquer daquelas a que "tinha" de ir a casa ver o pai velhote e o irmão que mal conseguia construir uma frase lógica...
"Ainda andas com o calhau no bolso? Nunca percebi a lógica disso." - Disse à mesa ao almoço.
O irmão olhou para ele e os olhos brilharam com a formação de lágrimas.
Nesse dia, antes de sair de casa, fez questão de roubar a pedra ao pai. Enquanto este dormia a sesta, suavemente tirou-lha do bolso e fugiu.
No dia seguinte, já no trabalho a que se dedicava de corpo e alma, recebe um telefonema. O pai tinha morrido.
Levou a mão ao bolso e pegou ele próprio na pedra que ainda trazia consigo.
Ainda hoje a traz...
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Tudo...
Sinto que muito já passou... Sinto que os passos que dou são mais seguros... por opção... tenho consciência deles... não são eles que são mais seguros... sou eu que assim os quero...
As oscilações já não são tão frequentes... apesar de fazerem falta... de haver momentos em que se precisa do nada... do "void"...
Preciso de voltar a ser quem era há 6 anos atrás... nada em concreto... mas, simplesmente, ser...
Sinto falta de me perder... sabe tão bem quando nos encontramos...
Talvez me tenha encontrado ao identificar o que quero de mim...
É tão diferente quando transpomos a muralha entre o que queremos ser e a realidade do que somos... É nesse momento que crescemos... Que ganhamos objectivos...
O pior erro que cometemos é acreditar que somos aquilo que queremos ser... sem olhar para dentro... ou sem nos alienarmos de nós própri@s e ganharmos noção da nossa real forma de ser...