quarta-feira, 26 de Março de 2014

26MAR

Há dias assim... e, ultimamente, têm sido todos... de um sentimento estranho de saudades de alguém que fui no passado... de um passado... olho para os meus passados e quero um bocadinho de cada... e o peito aperta... o coração sufoca... viajo anos no tempo... e há passados mais fortes... e a música todos os dias na cabeça quando acordo... podia ser "the movie on my mind"... silêncio que não percebo... anjo és? Folhas que caíram e apodreceram no chão... depois da chuva... sinto cheiros... e eu que não gosto de mentol... irei ter sempre comigo o cheiro do livro... Não te sinto... não és real... quem és tu, soma de passados que o tempo deixou... o presente que mistura passado com outros mundos e que inverte o tempo... e vive-se o que não é real... faz-se um futuro do passado... o passado que nunca será futuro mas que está algures no presente... mas, assim, também é futuro... o futuro é um nano-segundo... E quer-se o mundo... e vive-se devagar... e tem-se o mundo... e se os sonhos são realidade, como se vive sem sonhos? Luta-se por quê? Por um quem? Um quem de que cronologia? Da que construímos ou da que nos construiu?
E depois o outro perguntou: quem sou eu?

quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013

Colapso…

Não estou…

quinta-feira, 2 de Agosto de 2012

Hoje, não…

Hoje, não quero estar…

Tenho sono e não apetece dormir…

Sinto uma espécie de apatia…

Tenho preguiça de dormir…

Vou dormir… a preguiça de estar é maior…

Hoje, não estou…

quinta-feira, 12 de Julho de 2012

Flutuo…

Gostava de poder sair do trabalho e ir para um sítio desprovido de “coisas”… flutuar como se no espaço… um pouco como o clip dos Radiohead mas no espaço mesmo… Passar perto dos planetas e ver as estrelas com outro brilho… Talvez uma música suave de fundo ou até mesmo apenas o silêncio… E “vaguear” assim durante uma horita e pouco… Que talvez fosse mesmo uma horita ou, quem sabe, que nessa horita se passasse quase meio dia… E voltar “renascida” desse flutuar… Todos os dias… depois das 17h…

quarta-feira, 27 de Junho de 2012

EARTHQUAKE!!!!

E, de repente, alguém que faz tudo tremer… Voltei a sentir algo que pensei ser apenas uma ilusão… Uma memória criada na minha mente… Simplesmente, senti tudo tremer…

quinta-feira, 21 de Junho de 2012

Estas músicas…

Curioso como sempre que oiço “estas músicas”, penso em ti…

Qualquer música desta banda transporta-me para tua casa… Consigo sentir o cheiro… Quase que oiço o riso…

Já passaram tantos anos…

segunda-feira, 14 de Maio de 2012

Sebastião...

Sebastião era um velhote já com alguma idade... A esposa que já falecera há alguns anos tinha-lhe deixado dois filhos... Um seguiu os estudos e com a vida. Raramente visitava o pai e poucas vezes falava com o irmão, uma vez que este tinha ficado em casa por não ser auto-suficiente... precisava de acompanhamento...

Sebastião não era supersticioso... nem os seus filhos alguma vez o foram... No entanto, Sebastião andava sempre com uma pedra no bolso... Uma pedra comum, uma simples pedra... sem metal algum que lhe desse valor e sem mineral precioso que lhe desse brilho... Literalmente, um calhau... Esse calhau acompanhava sempre Sebastião... E Sebastião sentia-se bem... Às vezes tirava a pedra do bolso e olhava para ela, como se a pedra lhe falasse e lhe desse respostas...

Um dia, o tal filho foi a casa... uma data qualquer daquelas a que "tinha" de ir a casa ver o pai velhote e o irmão que mal conseguia construir uma frase lógica...

"Ainda andas com o calhau no bolso? Nunca percebi a lógica disso." - Disse à mesa ao almoço.

O irmão olhou para ele e os olhos brilharam com a formação de lágrimas.

Nesse dia, antes de sair de casa, fez questão de roubar a pedra ao pai. Enquanto este dormia a sesta, suavemente tirou-lha do bolso e fugiu.

No dia seguinte, já no trabalho a que se dedicava de corpo e alma, recebe um telefonema. O pai tinha morrido.

Levou a mão ao bolso e pegou ele próprio na pedra que ainda trazia consigo.

Ainda hoje a traz...